sexta-feira, julho 07, 2006

Novidades da Assembléia Nacional 2006: Programa de Jovens & Estrutura da UEB

A seguir encontra-se a Palestra que fiz na sede da Região Rio para permitir a todos os Escotistas e Dirigentes exercerem o seu direito de saber o que se passou na Assembléia Nacional da UEB (Fortaleza, abril de 2006), inclusive sabendo como podem colaborar com a reforma pela qual passa a nossa instituição.
A palestra teve dois temas básicos: Programa de Jovens e Estrutura da UEB.
Estive presente nesta Assembléia como Delegado Regional. Participei de cada Seminário, anotei todas estas informações e preparei este material. Fiz tudo sozinho. Digo isto não para ganhar a glória, mas sim para alertar que são informações independentes, não-oficiais ou autorizadas pela UEB (assim como tudo neste BLOG). Mas, como bom escoteiro que sou, afirmo que estive bem atento, anotei tudo o que julguei ser do interesse dos Escotistas e Dirigentes dos Grupos Escoteiros e preparei este material com total imparcialidade, cumprindo o meu dever com esta instituição.
Desta forma, façam bom proveito destas informações. Investi meu tempo e cerca de R$1.500,00 do meu rico dinheirinho entre passagens, inscrição e hospedagem. Porém agora qualquer um que tenha acesso à internet pode facilmente e de forma gratuita saber o que foi tratado em Fortaleza.
Inicio a palestra com alguns pensamentos que eu tinha antes de viajar, depois exponho o que se passou por lá e finalmente o caminho que teremos pela frente até a próxima Assembléia Nacional.

Palestra na Região Rio - 24 de maio de 2006.
David Izecksohn Neto - Delegado pela Região Rio à Assembléia Nacional da UEB 2006

Introdução: Objetivos na minha ida à Fortaleza
• Solicitar mudanças:
– 1: POR
• Que sempre venham anexadas as justificativas para as alterações nas regras.
– 2: PROGRAMA DE JOVENS (PJ)
• Censo: Avaliação Nacional do Programa de Jovens, entre jovens e adultos, verificando a sua satisfação.
• Sugestão: Programa Híbrido (Programa de Jovens + Programa Escoteiro).
• Prazos: exigir prazos para a edição dos guias escoteiros, e caso a OSI não cumpra os prazos, que a própria UEB termine os materiais.

Baseava-me nos seguintes princípios:
• O PJ veio substituir o Programa Escoteiro (PE), mas o fez muito mal, pois embora tenha descrito efetivamente a nossa pedagogia, não trouxe a parte técnica inclusa nos seus guias. E com a extinção do guia antigo, ficamos com um gargalo que prejudica e muito a todos os que praticam Escotismo diretamente com os jovens.
• Se a OSI não cumpre os prazos, deveria ser retirada desta função. Ou a UEB deveria se retirar deste projeto interamericano (PJ), e tocar por si a tarefa.
• Muitos Grupos, de vários estados, hoje adotam uma forma mista de programa (PJ e PE). Usam os guias novos, mas continuam a adotar as técnicas dos guias antigos, pela falta de uma nova publicação com técnicas.
• Seria fácil reeditar o guia escoteiro antigo (ele já está pronto). Se retirássemos o quadro de etapas da frente dele, ele seria um simples livro de “Técnicas Escoteiras Úteis”. Infelizmente, a UEB resolveu abolir tal livro.
• Mais ainda: Por que não fazermos isto:
• Uma forma MISTA (Guias novos sendo utilizados para a conquista de distintivos de progressão, E o guia antigo para a conquista das classes, sendo que para a conquista das classes obrigatoriamente seria necessário conquistar pelo menos um distintivo de progressão).
• Um retrocesso? Não, pelo contrário: Desta forma voltaríamos rapidamente a termos as técnicas escoteiras em uma publicação e ainda por cima estimularíamos os jovens a conquistarem as suas progressões (uma vez que se não o fizessem, não poderiam conquistar novas classes).

Inscrevi 4 assuntos gerais para discussão na Assembléia Nacional
1 – Proposta de pesquisa sobre o Programa de Jovens e sobre o Programa Escoteiro.
2 – Proposta de alteração do atual Programa de Jovens.
3 – Criação de um documento que demonstre os motivos das alterações no POR.
4 – Requisição para que os livros “Escotismo Para Rapazes” e “Guia Escoteiro” voltem a ser publicados.

E preparei dois materiais:
- Pesquisa: “Avaliando o Programa de Jovens”.
-“Histórico: artigos selecionados de documentos da UEB sobre Programa de Jovens e crescimento da UEB”.

Agora começa a Assembléia e o Congresso Escoteiro Nacional

Plenárias (2):
Eleições para o CAN, Com. Fiscal e Com. Ética Nacional
– Divulgação de atividades nacionais.
– Votação sobre a ata anterior, relatório anual e contas nacionais.
– Escolha da região sede da próxima Assembléia.
– Apreciação das recomendações dos Seminários e do Fórum Nacional de Jovens Líderes.
– Assuntos Gerais.

• Sessão Solene: entrega de medalhas.

• Reunião do Conselho de Administração Nacional (CAN)

• Reunião do Conselho Consultivo

Reuniões das Comissões Nacionais
– Comissão de Programa de Jovens.
– Comissão de Relações Internacionais.
– Comissão de Gestão de Adultos.
– Comissão de Relações Institucionais.
– Obs.: Na estrutura da UEB também existem a Comissão Nacional de Crescimento e a Comissão Nacional de Gestão Institucional.

Seminários Nacionais
– Programa de Jovens.
– Gestão Institucional.
– Gestão de Adultos.
– Obs.: Também ocorreram os Seminários: “Escotismo e Necessidade Especiais” e “Escotismo e os Movimentos Sociais”.

Fórum Nacional de Jovens Líderes (FNJL)
– Workshops sobre a Rede Nacional, debates e eleição de membros para o núcleo nacional.

Seminário Nacional de Programa de Jovens – informações que obtive –

O PROBLEMA É:
– Mudou-se ao mesmo tempo:
• Estrutura da UEB
• Sistema de Formação de Adultos
• Programa de Jovens
• Ou seja, foram feitas muitas mudanças ao mesmo tempo, e a mudança no Programa não teve o embasamento de cursos e adultos já adaptados ao mesmo.
• Começaram a ocorrer cursos conceituais, e não práticos. E isso não funciona.
• No ramo lobinho, ao invés de quatro guias, poderiam ter sido somente dois.
• O manual do chefe é grande demais, confunde, assusta; uns 20% dele podia ser retirado. Como mudou junto do sistema de formação, quem explicava?
• Faltam técnicas nos guias. Há pontos positivos e negativos nas publicações do programa de jovens. Há excessos e há faltas. É necessária a adequação.
• O gosto que foi dado nos guias não foi de Escotismo. Foi de escola.
• O programa foi vendido apenas conceitualmente, sem as técnicas. Foi vendido errado.
• Baden-Powell dizia que quando você vai pescar não usa a isca com a comida que você gosta, mas com aquela que o peixe gosta (atividades progressivas, atraentes e variadas).
• Houve interpretações equivocadas – muito disso por causa do programa ter sido mal vendido.
• Equívoco: achar que a conduta é mais importante que as atividades. A conduta é o resultado natural pela prática das atividades escoteiras. Antes o equívoco era o inverso (de achar que a prática escoteira era mais importante que a boa conduta dos jovens).
• Equívoco: confundir conceitos fundamentais com conceitos acessórios.
• Na África as atividades ao ar livre são diferentes (lá por exemplo não se faz mesa de bambu). Ou seja, o importante não é ensinarmos uma técnica específica, mas sim realizarmos atividades ao ar livre e usarmos todos os elementos do método escoteiro, tendo os instrumentos para aplicá-lo.
• Contribuir com a educação dos jovens, oferecendo um conjunto de experiências que contribuem para a formação integral. Este é o nosso objetivo.
• Saber; Saber fazer; Saber ser.
• Antes, no programa escoteiro, não havia parâmetro para avaliar a conduta, mas apenas para avaliar o conhecimento.
• A UEB vendeu errado a idéia de programa escoteiro X programa de jovens. Na verdade, deveríamos chamar o atual de Novo Programa Educativo.
• A vivência de escotista é muito importante para se perceber isto tudo. E quem vendia a idéia não tinha essa vivência, não via o problema pelo lado da aplicação prática.
• A única mudança do novo programa é que a progressão passa a ser avaliada pelas condutas que o jovem vai adquirir e não pelas técnicas que aprendeu a executar.
• Mas você pode aplicar tudo aquilo que era aplicado no programa de antes.
• O Chefe pode até não conhecer os objetivos educativos, mas se aplicar bem as atividades vai fazer Escotismo bem feito, alcançando tais objetivos. Afinal, os bons chefes já educavam bem os seus membros juvenis.
• O programa de jovens do ramo sênior não muda nada do que já se fazia.
• Lealdade, companheirismo, amizade, são alguns conceitos que existem tanto dentro de uma patrulha escoteira, quanto de um bando de ladrões. O nosso diferencial são os valores da promessa e da lei escoteira.
• OSI: desastre total no processo de redação das publicações.
• CNPJ: faz recomendações. Não delibera. Quem tem este poder é o CAN e a DEN.
• Se a OSI não fizer (até o meio de 2006) a UEB fará até o final do ano. Os prazos finais para as publicações sobre o programa de jovens fazem parte do plano estratégico do CAN e será divulgado em breve.
Várias Regiões não enviaram os seus indicados para formar todas as subcomissões da CNPJ (para cada subcomissão a Região deve enviar 1 indicado). Somente as Regiões do Paraná, Goiás e Pará indicaram pessoas para todas as subcomissões. Assim, o resultado é que faltam braços para trabalhar em prol do que ficou faltando no programa de jovens.

– Subcomissões da CNPJ que existem hoje:
• Sub-Comissão Ramo Lobinho
• Sub-Comissão Ramo Escoteiro
• Sub-Comissão Ramo Sênior
• Sub-Comissão Ramo Pioneiro
• Sub-Comissão Atividades Comunitárias
• Sub-Comissão Comunicações
• Sub-Comissão Conservacionismo
• Sub-Comissão Escotismo para todos
• Sub-Comissão Especialidades
• Sub-Comissão Espiritualidade
• Sub-Comissão Modalidade Ar
• Sub-Comissão Modalidade Mar
• Sub-Comissão Radioescotismo

• Da mesma forma, várias Regiões também não formaram um grupo de trabalho para discutir o capítulo 4 do manual do escotista do ramo sênior.

QUESTIONAMENTO QUE FIZ NO SEMINÁRIO:

Nas Reuniões da CNPJ de março/2002; novembro/2003 e junho de 2004:
– Nestas três reuniões foram explicitadas a necessidade de técnicas escoteiras para complementar os novos guias, uma vez que não havia quase nada neles.

Nas Reuniões da CNPJ de novembro de 2003 e novembro de 2004:
– Nestas duas reuniões foram argumentados que os 4 guias dos lobinhos deveriam ser somente 2 guias.

Desta forma, vem a pergunta: neste Seminário, em 2006, estes dois pontos também foram citados.
Então por que a coisa não anda? Será que no ano que vem vamos vir aqui continuar a ouvir estas mesmas necessidades?

Resumindo o que eu aprendi neste Seminário...

1- A UEB admite que o Programa de Jovens está defeituoso em suas publicações. Que o Programa Escoteiro era bom nas partes técnicas, embora pecasse pela falta de uma forma de avaliar a conduta do jovens.
2- A UEB decidiu, durante esta Assembléia, que a OSI terá um prazo para terminar o trabalho.
3- Ou seja, uma pesquisa que avalie a satisfação dos jovens e adultos com o atual programa não faz sentido. A própria cúpula da UEB não está satisfeita.
4- Ainda, a UEB está preparando um novo guia com técnicas escoteiras, ainda melhor que o Guia antigo. A previsão de conclusão do mesmo é no segundo semestre de 2006.

Seminário Nacional de Gestão de Adultos – informações que obtive –

• Distribuíram o Kit Formador para as Regiões presentes.
• Implantação da Rede Nacional de Gestão de Adultos:
– Produção de literaturas
• Produção de material de apoio ao formador.
• Produção de materiais para oficinas temáticas (Ex: Programação de uma reunião de seção; Administração de Grupo Escoteiro).
• Apresentação de publicações escoteiras:
– já estão circulando, embora não em todas as Regiões, como instrumentos de apoio aos Escotistas, Dirigentes e Jovens.
• Jamboree Mundial de 2007 à já temos aproximadamente 330 inscritos do Brasil.

Seminário Nacional de Gestão Institucional – informações que obtive –

PLANO DE AÇÃO: Prioridade estratégica: Apresentar na Assembléia Nacional de abril/2007 para deliberação, após a promoção de estudos, uma proposta de Estrutura de Gestão Profissionalizada, ágil e eficaz.
Acompanhem o cronograma...

• Novembro de 2005: CAN cria Grupo de Trabalho (GT) para elaborar a primeira minuta de proposta para a nova Estrutura de Gestão da UEB, a ser discutida em Seminário no Congresso Nacional de Fortaleza (em abril de 2006).
• Novembro de 2005: DEN solicita às Regiões e aos membros da CNGI que enviem sugestões até o dia 04 de março de 2006.
• Escritório Nacional recebe as sugestões e as encaminha ao GT até 18 de março.
• GT analisa e discute as sugestões e prepara uma nova minuta (até 26 de março) para apresentar no Seminário Nacional de Fortaleza (em abril de 2006).
• GT realiza em abril de 2006 o I Seminário Nacional, para discussão da minuta – participação livre de todos os membros da UEB interessados.
• DEN encaminha até 08 de maio para as Regiões o resultado do I Seminário estimulando a realização de discussão em Seminários Regionais e solicitando o encaminhamento de novas sugestões até 26 de agosto.
• GT sistematizar as propostas recebidas das Regiões, formulando nova minuta de proposta, a ser discutida nas reuniões do CAN e do Conselho Consultivo de novembro de 2006, quando será extraída a proposta definitiva a ser discutida no II Seminário Nacional a ser realizado junto a Assembléia Nacional em Goiânia / 2007.
• CAN: aprovação do encaminhamento da proposta de alteração estatutária. Convocação da Assembléia Nacional Extraordinária (abril/2007 em Goiânia), para apreciação e deliberação sobre a proposta de alteração estatutária.
• GT: II Seminário Nacional sobre Estrutura Organizacional da UEB, durante o Congresso Nacional em Goiânia (abril de 2007), destinado a discutir a proposta apresentada pelo CAN, para ajustes e encaminhamento para a Assembléia Nacional Extraordinária.
Assembléia Nacional: Apreciação e deliberação da proposta de alteração estatutária, a partir do resultado colhido no II Seminário Nacional.

Ou seja, um processo bem democrático de reestruturação institucional
• “Vamos ter uma idéia viável. Todo ano discutimos a mesma coisa e nada muda. Quem pode fazer? Nós, a Assembléia Nacional. Nos dê a sua idéia para a gestão da UEB. Qual é a estrutura que você acha viável para a nossa Instituição?”
• Contudo, o prazo anterior foi cumprido somente pela UEB-DF.
• O novo prazo: até 30 de junho para o envio das propostas (você também pode participar). Enviar para o Escritório Nacional: ueb.adm@escoteiros.org.br

Voltando aos assuntos... Por fim...

• Acabei cancelando 3 dos 4 assuntos gerais:
1 – Proposta de pesquisa sobre o Programa de Jovens e sobre o Programa Escoteiro.
--> não tem mais razão de ser.
2 – Proposta de alteração do atual Programa de Jovens.
--> não tem mais razão de ser, uma vez que vem aí um novo guia.
3 – Criação de um documento que demonstre os motivos das alterações no POR.
--> Permaneceu. Foi encaminhado para a DEN.
4 – Requisição para que os livros “Escotismo Para Rapazes” e “Guia Escoteiro” voltem a ser publicados.
--> não tem mais razão de ser (inclusive, foi lançado nesta Assembléia a nova edição deste livro de Baden-Powell, embora tenhamos ficado 15 meses sem ele).

Palavras finais

• Os assuntos que relatei sobre o Programa de Jovens na verdade não são novos. O conteúdo desta palestra já é história antiga para muitas pessoas. O problema é que as informações que passam nas Assembléias e Seminários Nacionais não chegam a maioria dos Escotistas e Dirigentes dos Grupos Escoteiros, que são os maiores interessados. Desta forma ficamos com uma visão deturpada do trabalho que está sendo realizado em prol do Escotismo no Brasil. Quando falamos de trabalho voluntário, isso é extremamente problemático. É nossa obrigação, principalmente como Delegados Regionais, fazer com que esta informação alcance o maior número possível de pessoas.
• Afinal, se não fosse pelos trabalhos dos Escotistas com os jovens cada uma das Diretorias das Unidades Locais seria inútil. O que dizer então das estruturas Regionais, Nacionais e Internacionais?!
• Agradeço a todas as pessoas que durante e após esta bela atividade nacional colaboraram para que eu pudesse esclarecer tais pontos. Fui a Fortaleza com um objetivo, fiz algo totalmente diferente, mas acredito que trouxe boas notícias na bagagem.
• Realmente o PJ e a estrutura da UEB merecem muitas melhorias, mas grandes passos estão sendo dados em prol deste objetivo.

E agora?

• E agora? Agora vamos sempre divulgar todas as informações, vamos trabalhar, vamos cobrar de nossas Regiões as indicações para as subcomissões nacionais (quanto mais braços melhor), vamos colaborar com o processo de modificação da estrutura da UEB (rumo a uma organização mais eficiente), vamos unir a União dos Escoteiros do Brasil, que mais do que Regiões, deveria ser uma unidade (em minha opinião todos na Assembléia Nacional deveriam usar o lenço nacional, afinal, mais do que representar nossas regiões, estamos lá pensando e agindo em prol de todo o país).

Obs.: Links interessantes:
– WOSM:
www.scout.org à Muitos materiais / publicações (em inglês) interessantes para o trabalho de Escotistas e Dirigentes.
– OSI:
www.wsb-osi.cl/ à Efetue o download dos guias dos jovens e dos Escotistas (em espanhol e inglês).
INFORMAÇÃO É PODER
VAMOS DISTRIBUIR ESTE PODER ATÉ A BASE: OS GRUPOS ESCOTEIROS


“FALTAM BRAÇOS”
É IMPRESSIONANTE OUVIR ISTO, POIS SABEMOS QUE MUITAS PESSOAS GOSTARIAM DE AJUDAR AS INSTÂNCIAS SUPERIORES DA UEB, MAS NÃO SABEM COMO. DIVULGUE ESTAS INFORMAÇÕES.

RUMO A UMA UEB MAIS EFICIENTE!

SEMPRE ALERTA!
David Izecksohn Neto
dinscout@yahoo.com.br
Espero que esta palestra tenha sido proveitosa para você e solicito que encaminhe estas informações para dentro do seu Grupo Escoteiro (lembrando que os documentos que preparei devem ser considerados “independentes, não-oficiais ou autorizados pela UEB”), para que um número crescente de pessoas possa usufruir destes conhecimentos.

5 comentários:

Anônimo disse...

Primeiramente gostaria de saudar o Chefe David pela empreitada, especificamente pela coragem e pelo empreendimento tomado quanto da sua ida a Assembleia Nacional representando a Região do Rio de Janeiro. Considero tal trabalho pela democracia como sendo de imenso valor para nossa pseudo salvação.

Sobre os objetivos da sua ida, creio que todos, sem exceção, são mais do que justos e necessários na verdade, entendo como eles sendo a “salvação para o pan-demônio” em que nos encontramos, quanto membros de uma Associação Escoteira Nacional, a única.

MUDANÇAS NO POR.
Vejo este tópico com muito cuidado. Na minha opinião, deveríamos pegar o POR de 1992 (anterior a isto tudo que está acontecendo) e em tudo o que se trada de programa, aplicá-lo modificando tudo no que se trata de assuntos civis da entidade. Quanto mais mexemos no POR, mais temos prejuízos.
A- Todos tem que passar a comprar novos livros a cada ano, e assim nosso livrinho de cabeceira que era o POR, passa a ser um artigo que nos trás novos custos a cada ano (será que estes novos custos convém a todos os grupos e membros do país por menor que sejam?)
B- Da mesma forma, sempre que assimilamos o conhecimento e a nossa técnica individual de trabalho com o jovem pelas etapas e proposições do POR, algum “iluminado” vai lá e muda tudo, ou ao menos um pedaço significante. Traduzo isto como “desgaste desnecessário do material humano voluntário”
C- Não adianta dizer que o Escotismo é um Movimento em constante mudança… pelo contrário… as mudanças ocorrem nas nossas lacunas e não na base estrutural. O problema é que temos pessoas que não conseguem entender realmente o que é a nossa base estrutura. O Escotismo não vive em constante mudança!!! Tem pilares fixos e tradições, e estas são para facilitar nossa vida e não dificultar. O Escotismo NÃO É O DIREITO que está em constante mudança. Se liguem autoridades de plantão…
D- Provas, etapas, significados de distintivos, definições e etc essas coisas não devem ficar sendo objeto de trabalho por parte dos nossos representantes… o que tem que se preocupar é: facilitadores económicos para os grupos - Leis de estímulo e barateamento da pratica escoteira – baratear os livros e materiais escoteiros – arrumar patrocinadores para custear as atividades e as regiões – fazer que TODOS os grupos sejam beneficiados e tomem ciência dos facilitadores das leis municipais, estaduais e nacionais – confecção de material de qualidade de apoio (Sim, material técino!!!) EM RESUMO… DAR CONDIÇÕES PARA A PRATICA DO ESCOTISMO.

Dizem por aí… “TODA VEZ QUE OS DIRIGENTES ESCOTEIROS FICAM PERDENDO TEMPO PARA MUDAR REGRAS DE DISTINTIVOS, OU BOLANDO ESQUEMAS DE POLITICAGEM ESCOTEIRA, ESTÃO PERDENDO BOAS OPORTUNIDADES DE PROGRAMAR E DESENVOLVER ATIVIDADES PARA OS JOVENS” Que se diga ser o nosso objetivo principal 

Creio que alterações para regras como estas de distintivos e etc…devem sempre preceder um estudo realmente sério, que seja feito nos quatro cantos do Brasil e ainda assim, com uma pesquisa de opinião a cada um dos membros, com largo prazo para ser feita.


PROGRAMA DE JOVENS
Já está mais do que explícito que o PJ não está funcionando a contento e que muito da sua culpa deve-se pela forma agressiva como foi implantada, que praticamente considera todos os escotistas que não estão na política e que não tem o pensamento na mesma direção, pessoas não gratas e digamos… burras.
Porém, este não é o único motivo do seu insucesso ! Outros motivos que se associam ao fator da agressividade de apresentação, são:
A – Falta do sistema de classes.
Este sistema sempre foi parte integrante do Sistema de Patrulhas inventado pelo fundador… porém, alguns “entendidos de cozinha” (não de escotismo) resolveram espalhar erroneamente aos quatro ventos que BP nunca inventou as Classes… Quem pegar as primeiras edições do Escotimo para Rapazes e ter o cuidado, verá que lá estão as etapas de classe… só que no nosso Brasil, como foram feitos Guias a parte para cada ramo, e adaptados para a brasilidade, foi retirada esta parte do livro original (mais uma das mudanças que o pessoal daqui faz nos livors de BP a cada edição) que trata das provas.
B – Falta da importância das conquistas das classes e dos títulos máximos.
A cada período que passa, o jovem receber o título de Escoteiro da Pátria (Lis de Ouro, Cruzeiro do Sul ou Insígnea de BP) se torna algo mais vulgar e bobo. Não se enxerga mais um assunto importante, um assunto que mereça todo o cuidado e preparo. Pois então… se a própria instituição não quer se dar o trabalho de avaliar os processos, relegando-os para segundo, terceiro ou quinto plano, quando os transferem a responsabilidade para os próprios grupos ou regiões… e deixam de exigir o preenchimento das fichas, as noites de campo, o exercício das técnicas, a responsabilidade dos seus chefes em serem organizados … tudo isso… Me responda, se a própria UEB-DN que tem (tinha) coordenadores nacionais do mais alto calibre para desempenhar estes papéis não o faz, passa a bola, quem irá dar importância para isso??? Eu respondo: o jovem. Para ele, ser reconhecido com toda pompa, sendo avaliado por alguém de alto escalão, com rigorosidade, ser reprovado, ou até mesmo ter seu pedido de processo para ser corrigido importa. O jovem quer ter responsabilidade, o jovem quer que se importem com ele, O JOVEM QUER SER EDUCADO !!! Se nós adultos desprezamos e tornamos vulgares os símbolos que são importantes para os jovens, para que eles vão querer o escotismo ? Melhor mesmo ir jogar no time de futebol da pracinha.
C – Modificação das nomenclaturas.
Para que mudar nomes de Corte de Honra, Conselho de Patrulha mudar formato de distintivos, mudar tudo o que puder ? Que realmente trás isso ? Trás chateações, trás discórdia, trás descrédito na instituição. Não posso ser injusto e achar que algumas mudanças são benéficas, mas estas tem que ter um real embasamento, uma séria pesquisa quanto a validade da proposta, uma séria pesquisa de opinião.
Concordo que os uniformes tinham que ser reformulados quanto ao seu tecido, quanto ao estilo da moda, mas… banalizar totalmente para um uniforme parte escoteiro e parte nada é complicado. O jovem gosta de respirar escotismo, gosta de usar um uniforme legal, “maneiro”. Pergunte a ele… faça votação… coloque em pratos limpos realmente como a coisa é.
D – Desprezar a opinião dos adultos.
Pois é, este é um grande defeito das nossas autoridades escoteiras. Desprezar sempre o que os chefes pensam. Só a opinião deles (da cúpula) é o que está valendo. A massa que trabalha diretamente com o jovem e que usa no dia a dia os mecanismos do escotismo tem que ser “burra” e seguir ordens, pois “eles estão na contra mão da modernidade” na verdade eu traduziria da seguinte forma: “eles estão na contra-mão dos meus próprios pensamentos”.
Os adultos associados ao escotismo tem que opiniar SIM! Tem que ser perguntados SIM! Sempre aparece algum engraçadinho dizendo “temos que ouvir só os jovens”. Mas que validade isto tem sem os diretores da cúpula nacional direcionam as opiniões dos jovens para o lado das suas próprias? E o Chefe escoteiro dos grupos, será uma pessoa descartável ? Será que por mais probre financeiramente não pode ser rico em opiniões e praticas?

PROGRAMA HÍBRIDO
Talvez seja a única saída para o caos em que estamos. É isso mesmo, misturar o Programa de Jovens e o Programa Escoteiro, pegar o que cada um tem de melhor: inserir as progressões no universo das Classes. Que tal um PROGRAMA DE JOVENS ESCOTEIROS ? Penso que ficaria mais adequado !

PRAZOS PARA OS MANUAIS TÉCNICOS
Realmente este tema é muito sério. Se temos todo um mecanismo nacional e regionais para que possamos ter materiais para a pratica do escotismo, qual é a razão de nossos chefes terem de ficar fazendo fotocópias dos Guias antigos em seus grupos ?
Imaginem a hora em que os escoteiros não souberem cantar o Hino Nacional (Que o escotismo é ainda uma das únicas entidades que preserva isto em seus ensinamentos para todos), dar nós e aplica-los, armar barraca e saber onde a coloca, cuidar de um ferido e etc.
Pois é, não seremos escoteiros. Seremos qualquer clube recreacionista e educativo. Pode inclusive ser muito eficaz na educação dos jovens, mas… cadê apreparação para a vida ao ar livre e para a responsabilidade com sua Pátria. Isso sem falar nos deveres para com Deus e o Próximo…
Os manuais são importantes para cada um dos membros juvenis, é ali que eles lêem e aprendem, é ali que tiram suas dúvidas técnicas e até corrigem um Chefe despreparado evitando o pior em um acampamento, é ali que eles lêem e salvam uma vida na hora que não tem-se um médico do ladinho.
E não é o grande esforço que os professores e pais, assim como a intelectualidade que gosta do seu país, fazer que os jovens leiam mais e mais ? Que aprendam a decifrar por si os caminhos da vida?
E como aprender o que o Guia nos trás de bom ? Que tal uma receita de bolo demonstrando para aquela faixa etária qual a melhor e mais divertida forma de aprender (fazendo) aquelas coisas… uma certa progressividade de aprendizado e assimilação de conhecimentos úteis no dia a dia de quem vai ao campo ou ao mar, assim como na vida em sociedade. Isso mesmo, pequenas tarefas, provas, incentivadores e ao final, quem conquista com eficiência ganha um prêmio e até uma distinção para estimular a si e aos demais. Promessa? 2ª Classe ?? 1ª Classe ? Cordões, estrelas, eficiências???????
Creio que os prazos devem ser cada vez mais respeitados. Se o Programa “vendido” não tem capacidade nem mesmo de nos fornecer as dignas literaturas e materiais de trabalho, é facilmente questionável.
Pois, colocar figurinhas em um “gibi” só mesmo para quem coleciona figurinhas. Acho que um lobinho é capaz de aceitar e achar divertido isso, porém os mais velhos… “sei não…”


REALMENTE

Acho realmente que temos que repensar o escotismo…

Anônimo disse...

David, já tinha te parabenizado pelo blog, devo parabenizar de novo pela iniciativa de divulgar o conteúdo da assembléia nacional, pena que perdi a sua palestra, fiquei com o seguinte questionamento: por que não fizeram isso antes? Talvez a resposta revele com qual intenção cada delegado regional foi à assembléia nacional nos anos anteriores.

Torricelli se fosse ao vivo eu bateria palmas, é isso aí.

Sobre o Seminário Nacional de Programa de Jovens:

• A UEB vendeu errado a idéia de programa escoteiro X programa de jovens. Na verdade, deveríamos chamar o atual de Novo Programa Educativo.

Hahahahahahahahaha, não acredito que disseram isso no Seminário, que diferença isso faz? Eles não entenderam que não é o nome que incomodou, mas sim a mudança idiota no sistema de progressão. Outra coisa, se o movimento é escoteiro o programa deve ser escoteiro e pronto.

• A única mudança do novo programa é que a progressão passa a ser avaliada pelas condutas que o jovem vai adquirir e não pelas técnicas que aprendeu a executar.

“A única mudança”, foi colocada como algo pequeno não significativo, mas é a mudança absurda que está estragando a eficiência do movimento, as tais condutas são adquiridas ao longo da vida e através do convívio familiar, aprendido nas escolas, nas ruas, etc. É obvio que faz parte do escotismo, chamar a atenção para a importância do desenvolvimento evolutivo do jovem, oferecer parâmetro para a avaliação de valores, medir o progresso da personalidade já estava mais do que na hora, mas daí trocar as técnicas por condutas é o maior absurdo cometido e não equivoco como a CNPJ gosta de dizer, mas sim um ERRO inadmissível.

• O programa de jovens do ramo sênior não muda nada do que já se fazia.

Falam como se já existisse o programa de jovens do ramo sênior, não terminaram nem o ramo escoteiro.

Viagem no Tempo:

1907, Ilha de Brownsea, acampamento experimental onde BP testou a sua idéia, passou dias treinando os jovens com técnicas escoteiras e foi um sucesso absoluto que se espalhou rapidamente por todo o mundo e completará 100 anos, imaginem caros amigos se ele estivesse preocupado em avaliar as dimensões da personalidade?. Hora a progressão da personalidade é automático, acredito sim que a crença do nosso herói era de que através do treinamento de habilidades e destreza e com a oportunidade do jovem de ter que se virar sozinho, por a prova o que aprendeu faria a diferença. Óbvio que tem milhões de outros detalhes..., Tantos anos praticando escotismo de raiz e garanto que todos cresceram muito com isso inclusive em traços de personalidade, e que ainda por cima gostariam de colocar os seus filhos para viver o mesmo escotismo de raiz. Agora com esse Programa de Jovens já ficam com o pé atrás.

Tudo bem as técnicas não foram proibidas, mas não são mais estimuladas por um sistema de progressão, não são mais valorizadas e reconhecidas com distintivos. Sinceramente eu não vejo como trabalhar técnicas escoteiras em uma seção sem estar reforçado por um sistema de progressão com reconhecimento de distintivos de classe, eficiência ou etc. Até admito que alguém possa ser melhor do que eu e conseguir, mas não conheço essa pessoa e gostaria de conhecer. E reforço uma tropa sem técnica escoteira é uma tropa, mas não uma tropa escoteira.

Fico por aqui,

Sempre Alerta para Servir!

Anônimo disse...

OBS.
A situacao de que a UEB esta' fazendo um livro de tecnicas para as modalidades ja' esta rolando faz tempo !!! Desde 2004 quando eu estava na CNPJ que ouco este papo...
inclusive me ofereci para ajudar umas vinte vezes, porem... ninguem precisa de ajuda !! :-/

Anônimo disse...

OBS 2.
Na minha opiniao, digo e repito. As Sub-Comissoes Nacionais de Ramos e Modalidades, deviam VOLTAR a ser Comissoes e, serem compostas por pessoas eleitas pelos chefes representantes dos respectivos ramos e modalidades de cada regiao!
ABAIXO A INDICACAO !!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

David

mais uma vez parabéns pela iniciativa. Realmente, como jornalista, tenho que concordar sempre que, quem detem a informação, detem o poder e que, por isso, se quisermos democratizar a estrutura arcaica da UEB e agilizar as ações que promovam o desenvolvimento do escotismo nacional,devemos repassar as informações e conhecimentos adquiridos.
Pode contar comigo ai no que der e vier!