terça-feira, janeiro 30, 2007

Efetivo da UEB: 1980 à 2006


Em junho de 2006 escrevi a primeira matéria neste Blog, iniciando com o Censo da UEB que eu havia preparado, de 1980 a 2005. É chegada a hora de atualizá-lo.

Ao contrário do que algumas pessoas andam divulgando pela internet, a UEB encerrou 2006 com 55.300 membros. A confusão é devido ao programa de registros e, por sua vez, o censo que está na página da Direção Nacional não computar os registrados como "carentes". Portanto, devem ser somados aos 49.569 os 5.731 "carentes". A secretaria da UEB informou-me que está trabalhando para corrigir esse problema.

Pelo menos aprendemos algo importante: cerca de 10% dos membros da UEB são registrados como carentes e por isso possuem a isenção do pagamento dos registros anuais.

Cabe citar ainda que a quantidade aproximada de Grupos Escoteiros é de 1.010, embora este não seja um número exato.

De toda forma, em 2006 o efetivo da UEB teve uma queda de 2.262 pessoas, bem parecido com o recuo registrado em 2005 (2.192 membros).

Que neste ano, quando comemoramos o Centenário da criação do Movimento Escoteiro possamos ter ações locais, regionais e nacionais que dêem uma reviravolta nesses números. Só depende de cada um de nós!

5 comentários:

Andre Torricelli F. da Rosa disse...

Creio que as ações devam surgir em todos os níveis do escotismo. Ações de bom conteúdo, como por exemplo:

1) Retomar as etapas de classe e os guias de classe, usando ao mesmo tempo os gibis de progressão do Programa de Jovens.

2) Retomar a execução de atividades nacionais, regionais e nos grupos, de cunho externo, ao ar livre, assim como os jogos competitivos que costumam estimular muito o crescimento como foco principal. Escoteiro tem de sair da sede e do escritório!

Estas são somente duas idéias dentre outras diversas.

Se conseguíssemos fazer estas duas somente, seria uma homenagem e tanto ao centenário.

Alan Campos disse...

Pena q ainda está longe do ápice já alcançado.
Mas com a revelação de que o monopólio escoteiro não é verdade outras associações irão aparecer e esse número vai crescer.
Só precisamos ter como meta 3% doa jovens na idade de ser escoteiro e estamos bem.
Este número atual naum chega a metade dos escoteiros q Sâo Paulo tinha

Anônimo disse...

Sempre Alerta David
Atualmente há uma carencia muito grande de dirigentes adulto no movimento escoteiro, creio que uma das causa seja a luta pela sobrevivencia, outra o descaso pela a educação civica dos nossos jovens e a mudanças de muitos valos na formação do caráter e da virtude.

Unknown disse...

Parabéns pela iniciativa, sempre que possivel estarei passando por aqui.
Agora gostaria de saber o seguinte, porque as taxas, seja de acampamentos, cursos, etc, que são realizadas pela UEB tem que ser tão fora da realidade, alguém tem uma informação VIAVEL??
Sempre Alerta!

Arnaldo E. de Freitas - GEMAT 61º
Itajaí/SC

http://arnaldofreitasescotismo.blog.terra.com.br
http://fotolog.terra.com.br/escotismo

Mario disse...

Caro irmão escoteiro David
Nesses tempos de travessia sempre é bom saber para onde devemos ir. Para não perder o rumo e ficar contente com o lugar que está. Mas peço ao amigo sua paciência para alguns dados históricos. Em São Paulo o escotismo começou em 1916 e já em 1923 havia 23 mil membros registrados. E informações não confirmadas falam em 120 mil durante a década de 1930. Aí entrou a ditadura Vargas e fundou a Juventude Brasileira e tudo mundo teve que ir para lá. Quem não foi ficou ilegal, caso do Boy Scouts Paulista, fundado pelo grande Rodolph Malampré. Tinha esse nome francês mas era inglês funcionário da Remington em SP. Em seguida os dados desaparecem.Após o final da Segunda Guerra, houve um movimento de centralização e as outras associações escoteiras juntaram-se à UEB. Na década de 1970 os escoteiros eram 94 mil e as bandeirantes 40 mil. Total 134 mil membros pagantes e oficiais. Hoje nas duas associações o número é pouco maior que 50 mil pagantes.
E naquele tempo o escotismo era só para rapazes. Hoje é misto.
Não entendo nenhum motivo para a mantença do sistema que levou o escotismo brasileiro a isso aí.
Vamos deixar o passado. Para que o Brasil tenha um número considerado normal para os padrões mundiais, deveria haver por aqui algo parecido com 3 milhões de jovens no escotismo. São 50 e poucos mil. Alguma coisa tem que ser feita. Algo que ainda não foi feito.
O que será?
Compartilho com os irmãos escoteiros a dúvida sobre qual o remédio adequado. Mas que esse remédio seja um outro jamais tentado. Remédios velhos que já demonstraram sua ineficiência não podem ser mais usados.
Um forte abraço
Mario Greggio
AEBP